sábado, abril 15, 2006

Lavar o chão é um luxo nacional



Vê-se e não se acredita. Na grande variedade de detergentes à venda nos supermercados, a escolha baseia-se quase sempre no preço, na esperança de se poupar uns centimozinhos que desoprimam o orçamento familiar. Mais baratos ou mais caros, o Estado dito socialista – e que não tem vergonha nenhuma em usar a palavra! – trata a todos por igual – todos apanham a taxa dos produtos de luxo: os 21% de IVA. O consumidor escolhe o mais “baratos”, mas, pimba!, o Estado cobra logo, no acto a sua parte de leão, mais do que 1/5 do valor pago. É assim aliás com todos os produtos de limpeza e não só: lixívia, fósforos, álcool, água oxigenada ou pensos higiénicos. O Estado ladrão é glutão e não tem sequer o incómodo de ouvir um deputado gritar: “Basta!” Conhecem algum, engenheiro Sócrates, doutores Mendes, Louçã, Portas, o diabo que os carregue? Já pensaram quantos soalhos lavados pagam os vossos vencimentos, férias, ajudas de custo, viagens, hotéis, cartazes e as reformas milionárias?

(Na fotografia, Brillo Boxes de Andy Warhol.)

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