segunda-feira, abril 10, 2006

“Os Vampiros”, 32 anos depois, ganham asas e sugam mais



A balada da Resistência criada e cantada por Zeca Afonso ganha, 32 anos depois do 25 de Abril, uma actualidade ainda mais chocante e pungente do que nos dias de horror e terror da PIDE e da Censura. “Eles comem tudo e não deixam nada.” Hoje, basta ver o abismo colossal entre a arraia-miúda e os lucros astronómicos dos Bancos construídos por antigos bancários arvorados, como que por magia, em capitalistas, de um momento para o outro, para se ver quanto apodreceu o sistema económico que sufoca Portugal. Por toda a parte, incluindo obviamente a Bolsa, surge uma espécie de caverna sem fim de Ali Babá e os 40 ladrões-empresas. E o Estado deixa-lhes as mãos livres para toda a espécie de roubos e isenções. As mais-valias desencadeadas pelas OPAS não pagam IRS nem IVA, os bancos cobram “despesas de manutenção” aos velhotes que não mexem uma só vez no ano nas suas contas, por falta de mobilidade, por doença ou ignorância, e as contas vão chegando a zero, engordando os conselhos de administração de onde saem e para onde vão os ex-ministros saídos de anteriores governos.

Em 2004, a Caixa Geral de Depósitos ainda pagava dois euros de juros a um depósito à ordem de 3000 euros! Em 2005, a um depósito de 10000 euros, nem um cêntimo para amostra. E, claro, os seus lucros (roubos) bateram todos os recordes! E o Estado ri-se… Ah, Sócrates, és genial!

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