terça-feira, outubro 31, 2006

Devoção bolivariana


Carlos Mérida (Guatemala 1891-México 1984), "La danza y el teatro", ca. 1932


Rezam as crónicas deste fim-de-semana que um cidadão colombiano se terá despenhado de um monumento a Simão Bolívar, a que haveria subido à procura de um milagre. Pus-me então a pensar no particular momento de devoção bolivariana e na oração que poderá ter acompanhado o cidadão colombiano na sua desafortunada queda. O credo que se segue é da autoria do escritor guatemalteco Miguel Ángel Astúrias, prémio Nobel da literatura em 1967.


CREDO
Credo en la Libertad, Madre de América
creadora de mares dulces en la tierra,
y en Bolívar, su hijo, Señor Nuestro
que nació en Venezuela, padeció
bajo el poder español, fue combatido,
sintióse muerto sobre el Chimborazo,
resucitó a la voz de Colombia,
tocó al Eterno con sus manos
y está parado junto a Dios!

¡No nos juzgues, Bolívar, antes del día último,
porque creemos en la comunión de los hombres
que comulgan con el pueblo, sólo el pueblo
hace libres a los hombres, proclamamos
guerra a muerte y sin perdón a los tiranos
creemos en la resurrección de los héroes
y en la vida perdurable de los que como Tú,
Libertador, no mueren, cierran los ojos y se
quedan velando.

Buenos Aires, 1954


E qual terá sido afinal o milagre procurado na bolivariana peregrinação?

3 Comments:

Blogger Alexandre Dias Pinto said...

Muito interessante! Gostei de ver a referência a Simón Bolívar torna-se intemporal quando se torna um símbolo eterno da luta contra a opressão.

10:04 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Os revolucionários sul-americanos foram sempre assassinos. Quando diziam Liberdade, queriam dizer morte e poder para si próprios.

12:16 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Mitos Comunistas



(grandes aldrabices)

A Vítima de Alegre & Companhia

Antes de ir para o Canadá como delegado português na Organização Mundial da Aeronáutica Civil, era Director Geral da Aeronáutica e despachava directamente com o Dr. Oliveira Salazar. Após esta missão foi para Washington como militar da Nato. Finda a comissão, regressou a Portugal para ocupar novamente o mesmo cargo. Mas o organograma do Estado tinha mudado e entre o Director Geral da Aeronáutica e o Presidente do Conselho havia agora o Ministro das Comunicações. Delgado não gostou e incompatibilizou-se com Salazar. Como de costume numa democracia, chegaram as eleições presidênciais e resolveu concorrer. Perdeu, o povo não se deixou enganar por um indivíduo arrogante, politicamente ambicioso e amigo das filosofias totalitárias. Como não gostou do "não", pediu asilo político à embaixada do Brazil (uma ditadura). Alguns meses depois Salazar teve pena dele e deixou-o partir. Passeou-se por vários países (incluindo muitos de leste) a dizer mal de Portugal, até que se juntou ao grupo terrorista de Argel. Depressa se apercebeu do nojo onde se tinha metido e arrependeu-se, contactando o governo do seu país, para se entregar e revelar as atrocidades que o Grupo de Argel pretendia fazer no Continente e Províncias Ultramarinas (como foi confirmado pelo genocídio africano pós-25 de Abril). O local do encontro com a Brigada da PIDE comandada por Rosa Casaco foi combinado.

Alegre e membros do PCP conseguem subornar alguns elementos desse brigada (que desapareceram após o ataque). O general tinha de ser morto ! A prova disso é que até levaram cal, escondida do chefe.

Todos sabiam que Humberto Delgado andava sempre armado e que disparava caso fosse atacado. O golpe estava montado ! Quando fez sinal à PIDE da sua posição, um dos elementos da brigada, comprado pelo Grupo de Argel, puxou da arma e disparou contra ele. Tudo se precipitou, o plano comunista triunfou, o general de meia-tijela estava prostrado no chão, juntamente com a sua secretária para todo o serviço.

www.riapa.pt.to

6:22 da tarde  

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