quinta-feira, março 02, 2006

Os meninos de ontem e os meninos de hoje


Apresento aqui uma “mensagem” que me chegou por e-mail e que explica, em parte, o que vai mal nos adolescentes de hoje. (Tive a indecência de introduzir algumas alterações da minha autoria no texto.)
Mensagem aos que passaram a barreira dos 25: nós tivemos sorte!
Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos.
Os da nossa geração viajaram em carros sem cintos de segurança ou airbag. Não havia tampas à prova de crianças em frascos de remédios nem mecanismos de segurança para portas ou armários. Andávamos de bicicleta sem capacete… e até pedíamos boleia a desconhecidos.
Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa. Partilhámos garrafas de refrigerante e ninguém morreu por isso.
Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para nos lançarmos ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões. Depois de colidir com algumas árvores, aprendíamos a resolver o problema.
Saíamos de casa de manhã, brincávamos o dia inteiro, e só voltávamos quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém nos podia localizar. Não havia telemóveis. E nada nos acontecia.
Partimos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar: os culpados éramos nós mesmos. Tivemos brigas, esmurrámo-nos uns aos outros e aprendemos a superar isto.
Não tivemos Playstations, Nintendos nem toda uma vasta gama de jogos de vídeo; mas tínhamos o melhor de todos os brinquedos: a nossa imaginação. Não tínhamos 99 canais de TV Cabo, aparelhagens sofisticadas, MP3 nem computadores com Internet. Tínhamos amigos!
Nos jogos da escola, nem toda a gente fazia parte da equipa. Os que não entravam tiveram que aprender a lidar com a decepção... sem psicólogos! Os nossos pais não desdenhavam os nossos amigos para nos idolatrar. E, desse modo, aprendemos que não éramos o centro do mundo e que havia outros com os mesmos direitos que nós.
Alguns estudantes eram menos aplicados do que outros. Tinham más notas por sua culpa. Não se inventavam testes extra. Éramos responsáveis pelas nossas acções e arcávamos com as consequências.
Os que não liam e não estudavam tinham problemas com a ortografia. Uns procuravam ultrapassar o problema, outros nem por isso. Mas não tinham o papá a justificar a falta de estudo com relatórios médicos a assegurar que eram disléxicos.
A ideia de um pai proteger-nos se desrespeitássemos um professor era inadmissível! Os pais ficavam do lado dos professores! Imaginem! E se partíamos um vidro, pagávamo-lo com a nossa mesada, não tínhamos o papá a desculpar o nosso acto e a responsabilizar outrem. Assim aprendemos a respeitar os outros e as coisas.
A nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores. Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas ideias.
Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com isso. Parte da nova geração está a ter dificuldade em crescer de forma autónoma e com responsabilidade. Mas a culpa não é sua.

1 Comments:

Blogger Xana said...

Já tinha lido este texto e acho que há muito de verdade nele. As crianças de hoje são demasiado protegidas. Talvez de facto os perigos hoje sejam mais do que antigamente mas há que responsabilizar as crianças e ensiná-las a reconhecer o perigo e a defenderem-se e não metê-las numa redoma de vidro. Vamos ver como serão os homens de amanhã onde os meus filhos vão estar incluídos.

7:00 da tarde  

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