terça-feira, julho 28, 2009

Espicolondrífico

Pelo facto das eleições estarem à porta parece-nos ser este o momento azado de elaborar algumas reflexões sobre a agenda política. Tomemos como princípio o governo e deixemos os adversários do “engenheiro Socas” para o fim da bicha. O nosso (nosso é uma força de expressão para o destrinçar do grego que, como Diógenes, procurava o que nunca se viu na política) Sócrates aparece-nos completamente luminoso e de boas cores parecendo à sua volta tudo seco e sumido, à sua direita a pobre moça das duas uma: ou se encontra com hepatite ou sofre de icterícia. A turbamulta ao seu redor é completamente inodora e asséptica, a verdadeira metáfora de todos nós, fartos destas socas com a qual o nosso primeiro nos tem, bastamente, aquecido cabeça e orelhas.
Olhemos agora a oposição. O maior partido opositor do governo clama que não baixa os preços, ou será os impostos? Ou, ainda, as calças? Ou qualquer coisa que significa que não amocham, porque quanto mais te baixas mais se te vê o dito cujo. De qualquer forma, invadiram-nos com o coelhinho da Playboy, mas tiveram a desgraçada ideia de pôr na capa a playmate mais horrorosa de que temos memória.
Ao amigo Portas, neste caso o mais novo, não basta ter razão, querem também não ter razão nenhuma, serem completamente irracionais, totalmente destituídos de sentido ao velho estilo non sense britânico. Deixe-me que lhe diga caro PP (Paulo Portas ou Partido Popular, o que vai dar ao mesmo – quando arranja um vice chamado Carlos Dias Santos?) que atinge esse desiderato sem qualquer esforço.
O bé ou mé ou lá o que é, tem como objectivos reformas para os que trabalharam e emprego para os que necessitam. Apetece perguntar: em que mundo é que vocês vivem? Reformas e empregos pedem eles num país em que quem não trabalha, desde que saiba burlar de mansinho o estado (ou seja, todos nós), é que se safa. Onde o estado não é necessário quando há lucros e imperioso quando existem prejuízos! E aquela da justiça na economia, meus caros Cândidos e Cândido Louçã mais que todos, não foi isso que o Adam Smith pretendia à partida e vejam onde estamos.
Quanto ao PC continua sempre igual a si próprio, o que se calhar é uma vantagem, e ainda mais depois do ex-ministro Pinho ter tratado com aquela subtil deferência o camarada Bernardino.

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