Discriminação sexual em produtos lácteos
Por razões que não vêm ao caso, tenho de comer iogurtinhos magros duas vezes por dia. Eu que já sentia a minha masculinidade ensombrada com o simples gesto de pedir um iogurtinho num café, acho que é ainda mais comprometedor perguntar a um empregado de bigode de um café achavascado: "Os senhores têm iorgutes magros?"
O caso complicou-se esta semana quando, no bar do meu local de trabalho, a simpática funcionária me disse que o único iogurte magro que tinha se intitulava (se a memória não me atraiçoa) Optimal Mulher. "Safa", respondi, "Ainda se no verso da tampa saíssem gajas boas..." Mas não, não era isso: o iorgurte era destinado a mulheres. Recusei, claro!, em primeiro lugar, porque temi que o produto lácteo contivesse hormonas que me fizessem inchar os peitos ou me deixassem a voz mais fina; depois, porque não queria que os meus colegas me vissem a comer iogurtes para senhoras. Imagino o gozo que se seguiria.
Tenciono agora escrever para um qualquer observatório contra a discriminação entre sexos (deve haver algum) queixando-me de que me senti profundamente discriminado na situação acima descrita e exigindo uma rápida intervenção para acabar com tamanha agressão ao saudável equilíbrio na relação entre homem e mulher.
2 Comments:
A minha questão é: E acredita na treta do "light"? E eu que pensava que éramos as únicas a cair no engodo...
magnífico!!!!!!
receba uma gargalhada simpática da minha parte e olhe... nunca tinha pensado no assunto assim, visto pelo ângulo masculino, mas agora que o diz...
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