quarta-feira, julho 04, 2007

'Luz misteriosa. A consciência no mundo físico', de Manuel Curado



A Quasi publicou recentemente Luz misteriosa. A consciência no mundo físico, de Manuel Curado, Professor da Universidade do Minho. Manuel Curado é autor dos livros O Mito da Tradução Automática (2000) e O Problema Duro da Consciência (2003) e organizador de Consciência e Cognição (2004) e Mente, Self e Consciência (2007). É ainda director da revista Jornal de Ciências Cognitivas.


Transcrevo aqui uma apresentação de Luz misteriosa: "Um dos problemas mais extraordinários da ciência contemporânea procura descobrir por que razão sentimos o que sentimos. Se somos apenas átomos e campos de forças, como é que seres que são desse modo podem sentir qualquer coisa? Afinal, os nossos automóveis, frigoríficos e computadores não sentem o que quer que seja. Por que razão nós sentimos? O presente livro ocupa-se daquele que é conhecido como o Problema Difícil da Consciência. Por que razão existe consciência no mundo físico quando é pensável a sua não existência? Este livro defende que podemos resolver o problema mais difícil de todos. Como? Apesar de sabermos muito pouco sobre o que faz a consciência num mundo em evolução, os seres humanos sabem como transformar a consciência. Esta capacidade é o primeiro episódio da longa série que culminará na substituição da consciência natural por consciências melhoradas e técnicas."


Numa apreciação crítica da obra, Luís Moniz Pereira, Professor Catedrático de Inteligência Artificial, afirma: "Neste meritório livro, o autor apresenta um estudo, academicamente profundo e bem informado, sobre o conhecido "problema duro da consciência", que enuncia, e bem, assim: 'Por que razão existe consciência no mundo físico quando é pensável a sua não existência? Por que razão a consciência é como é quando poderia ser de muitos outros modos ou, mesmo, não existir de todo?', e mostra-nos exaustivamente, segundo as várias formas de o encarar, que tal problema duro ou não existe ou está resolvido. E nisso tem a minha plena concordância: não é cientificamente pensável a não existência de consciência no animal humano ou equivalente, nem é cientificamente pensável que ela pudesse existir de um modo arbitrariamente muito diferente. A consciência e o livre arbítrio são, argumentativamente, conquistas instrumentais da nossa evolução Darwiniana, absolutamente necessárias a ela. Por outro lado, a consciência subjectiva não tem solução satisfatória completa na Psicologia, na Filosofia ou nas Ciências Naturais, por si sós, mas apenas com a ajuda do "como?" e do "para quê?" da perspectiva da Engenharia, onde compreender é construir. E neste caso, para iluminar o fenómeno da consciência em geral, e a própria procura da nossa mente neuronal conjunta e distribuída, precisamos da inspiração criadora duma Inteligência Artificial evolutiva. O presente livro é uma preciosa ajuda à missão exploratória da fronteira do conhecimento da luz interior, que é afinal tão indispensável às restantes."

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