domingo, junho 04, 2006

Coisas

Vasco Pulido Valente voltou ontem, sábado 3 de Junho, a escavacar o Plano Nacional de Leitura encontrando-lhe inúmeros defeitos.
Confesso que, normalmente, até gosto daquilo que VPV escreve, porque além de ter uma escrita agradável afirma determinadas teses que, de uma forma ou outra, encontram, por vezes, a minha empatia. Além disso, a sua produção científica, duma forma geral, recolhe o meu agrado.
Porém, no caso do PNL acho que v. exa. está a exagerar zurzindo a torto e direito. Diga-me lá, a despeito dos erros de sintaxe, não é melhor ter um PNL do que não ter coisa nenhuma? E se o PNL tem defeitos (dos quais os de sintaxe, nos quais esfacela tanto, são os mais fáceis de emendar) porque não reformá-lo e aperfeiçoá-lo em vez do esfrangalhar sem dó nem piedade?
Afirma, ainda, que os jovens são demasiado passivos, devido aos computadores, playstations, etc. (o que não podemos duvidar) e para ler é necessária actividade, dos comentários que faz após abstenho-me de me pronunciar. Perguntamos nós (tenho de me deixar deste plural majestático mas não resisto ao mito da autoridade do nós): não poderia o plano ser o catalisador dessa energia? E se, por acaso, não é, não se poderia arranjar maneira de vir a ser?
Tudo isto faz com que me pareça que o caríssimo tem alguma embirração primária contra o PNL e não foi por não ter sido convidado a fazer parte da Comissão, ou raio lá como se chama isso para que foi convidado e recusou publicamente nas páginas do jornal.
Tal prática, convenhamos, não é muito cortês, para me suster nos limites aceitáveis de linguagem.

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