quinta-feira, dezembro 04, 2008

Cinemas da minha infância II

Perto de casa dos meus pais ficava o cinema Alvalade. Hoje o edifício prepara-se para albergar escritórios de empresas ou para se converter em hotel ou para desempenhar qualquer outra função de igual calibre.

Mas, em tempos, os impressionantes e saudosos cartazes de cinema anunciavam filmes de desenhos animados, filmes de artes marciais (que nunca cheguei a ver) ou filmes indianos de enredo promissor para os adultos. O Prestígio Real, essa famosa película do cinema indiano, não era para a minha idade e o cartaz que o publicitava nunca me cativou. Cativaram-me, por outro lado, o Livro da Selva, o Pinóquio, o mais adocicado Bambi e até o Homem Aranha. A Branca de Neve, que terei visto aos cinco anos, trouxe-me pesadelos até aos oito. Ainda assim, o grande ecrã e o caleidoscópio de cores que ele projectava fascinavam-me invariavelmente.

Nem percebo hoje como aguentava a entediante primeira parte dos filmes a relatar o sucesso da TAP ou o processo de produção da cortiça. Mas chegava o intervalo, vinha o homem dos Rajás, e o meu avô anunciava que o filme começava dentro de momentos.

1 Comments:

Anonymous Edelweiss said...

Não sei se hei-de rir por causa dos posts de "memórias estilo terceira idade" ou juntar-me à nostalgia e começar a falar do Império...

11:59 da manhã  

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